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«5ª do Conto» com a autora Teresa Noronha

No passado dia 21 de outubro, a escritora, ativista social e antropóloga Teresa Noronha esteve na Biblioteca da Escola Josefa de Óbidos para apresentar aos alunos do 5º D e do 5º E o livro, publicado este ano, Na Rota das 7 Luas, escrito por si e ilustrado por Ruben Zacarias. Esta foi a sessão inaugural da rubrica «5ª do Conto», dinamizada pelo professor Francisco Lopes, menbro da Equipa da Biblioteca.

Teresa Noronha explicou aos alunos que este livro nasceu da vontade de comunicar com o seu neto Rodrigo, de 4 anos, durante o confinamento. Estando fisicamente longe um do outro, houve a ideia de reforçar os laços que os uniam através de histórias, sete das quais (uma para cada dia da semana) formam a obra.

A autora cativou a assitência com a sua simpatia, generosidade, expressividade e talento, lendo várias dos seus contos – «A ervilha média e o pé de feijão», «A gazela amarela e o macaco peludo», «O azul, o amarelo e o verde» e «Nas margens do rio sem nome» – todos eles um incentivo à alegria, à solidariedade e à aceitação da diferença.

Muito obrigada, Teresa! E visite-nos sempre!

«Outubro, mês das Bibliotecas Escolares»

«Uma viagem pela Biblioteca»

A Biblioteca da Escola Josefa de Óbidos celebrou, durante o mês de outubro, o Mês Internacional da Biblioteca Escolar.

Quanto tempo posso ficar com um livro em casa? Onde estão os livros do Astérix?… Começámos o mês com visitas à biblioteca para todas as turmas de 5º ano. Nestas sessões, todos os alunos ficaram a saber como está organizado o espaço e que serviços oferece. E ainda aprenderam como se chama cada uma das partes de um livro – a capa, contracapa, lombada, badana, miolo, folha de rosto, guardas.

Em seguida, organizámos atividades em torno do tema deste ano: «Contos de fadas e contos tradicionais de todo o mundo». Falámos a alunos de 5º e 6º anos sobre literatura oral, recordámos contos de fadas e seus autores. E houve hora do conto: lemos Corre, corre, cabacinha, na versão de Alice Viera, e fizemos a leitura sonorizada de Ombela, de Ondjaki / ilustrações de Rachel Caiano. Usámos um pau de chuva! Imitámos a chuva! Maravilhoso.

3º lugar para o 4ºB da EB Ressano Garcia com desafio de escrita

A turma 4ºB da EB Engº Ressano Garcia concorreu ao «Campeonato de Ciência e Escrita Criativa» promovido pela Editora 20|20, e alcançou o 3º lugar. Os livros da coleção O Clube dos Cientistas da foram o desafio para este campeonato, que promove o estudo das ciências através de obras de ficção. Os alunos escreveram um novo final para um dos títulos da coleção, incluindo um novo protocolo de experimentação científica. Muitos parabéns aos vencedores e às professoras Conceição Faria (professora titular) e Margarida Costa (professora bibliotecária), que os acompanharam!

Vencedores do concurso «Eu sou muitas histórias»

Na sequência da oferta do livro Era uma vez eu, pela CML, e das sessões online com o escritor José Fanha, foi lançado um desafio às turmas do 2º ciclo. O mote foi uma frase da obra: «Cada um de nós é feito de muitas histórias maravilhosas ou terríveis que um dia nos aconteceram, coisas de ternura, de amizade, de surpresa, de espanto ou de medo.». Pedimos aos alunos que contassem uma memória sua, uma experiência inesquecível que tivessem vivido.

As vencedoras do concurso foram as alunas Alice Nobre, Maria Castro, Catarina Nunes e Carolina Pereira, que vão receber como prémio o livro Quero ser escritor, de Margarida Fonseca Santos. Eis as suas histórias:

«O pesadelo mundial»

Eu acho sempre que a hora mais angustiante, quando estamos nas aulas, é quando se ouve um barulho agudo. Significa que está na hora do intervalo.

Durante muito, muito tempo não se ouviu esse barulho. O único barulho era o do aspirador de alguém que tinha o microfone ligado.

Má internet era um pesadelo, tal como os irmãos mais novos a entrar pelo quarto adentro!

Todos fomos castigados. Foi como quando alguém faz alguma coisa, mas culpam-te a ti!

É injusto, eu sei, mas a vida é assim, cheia de altos e baixos!

Acho que ninguém vestia completamente a roupa. Púnhamos uma sweatshirt por cima do pijama e pronto! Toca a ir para a frente do computador!

As aulas, bem, eram estranhas e diferentes, mas eram engraçadas, especialmente quando alguém punha um fundo virtual e parecia que a cabeça estava a flutuar!

Todos desejávamos o fim daquele pesadelo.

Maria Castro, 5ºA

«A receita única que eu nunca irei esquecer»

Esta memória minha é uma das memórias mais guardadas por mim. Traz-me saudades e fico com vontade de reviver o momento com a minha querida e incrível avó.

Lembro-me de estar no Alentejo numa casa luminosa de campo, onde as ervas brilhavam e as árvores dançavam. Estava dentro de casa com a minha avozinha a dar abracinhos e a ver televisão, quando, de repente, a minha irmã caiu no sono e adormeceu, fez uma sestinha.

Nesse momento, eu e a minha avó decidimos fazer-lhe uma surpresa. Foi aí que eu senti que aquilo era uma memória que eu nunca ia esquecer.

Nós pegámos na farinha, no açúcar, na manteiga, nos ovos, no leite, nas pepitas de chocolate e no ingrediente secreto, o amor!

Eu punha a farinha, a minha avó, os ovos e todos os ingredientes a seguir uns aos outros; por fim, criámos a nossa receita única.

A nossa receita no forno a dar amor à casa.

Naquele momento percebi a sorte que tinha em ter uma avó assim! Este momento foi especial para mim porque às vezes sinto que, com o Covid, nunca mais vai voltar a acontecer.

Alice Nobre, 5ºA

«Mudanças»

No fim do meu 4º ano, percebi que muito ia mudar. Eu ia mudar de escola, passar para o 2º ciclo e conhecer muitas pessoas novas. Podemos dizer que eu estava nervosa.

O dia chegou e eu tive o que algumas pessoas iriam chamar de montanha russa de emoções. Quando eu vi a minha escola nova de perto, eu estava sem palavras. Era grande e bonita. Embora estivesse nervosa, não consegui conter o meu sorriso. Isto era o começo de algo novo. A abertura de uma nova porta na minha vida.

Inspirei fundo e entrei. O corredor, o pátio com o grande campo de futebol, a biblioteca com as grandes janelas, que deixavam toda a luz natural entrar e iluminar os livros, tudo era diferente. E o sorriso não saía do meu rosto. Eu tinha chegado muito cedo, então decidi tirar algum tempo para conhecer a escola e saber qual era a minha sala, para que não andasse à procura dela quando o sino tocasse.

E quando tocou, eu nem podia acreditar no que via. Uma avalanche de gente nos corredores. Eu sentia-me uma formiga numa escola para humanos. Rapazes e raparigas, todos parecendo muito mais velhos que eu, entravam nas suas salas, com os livros na mão, para a primeira aula do novo ano letivo.

Eu lembro-me de a primeira aula ser Ciências Naturais, uma disciplina de que eu até gostava muito. E lá estava o sorriso de novo. Eu percebi que alguns dos meus amigos da minha antiga escola estavam na mesma turma que eu, o que significava que eu não estava completamente sozinha neste novo ambiente.

O sino tocou para indicar o fim do dia. Arrumei as minhas coisas e saí. Aquele dia tinha sido um ótimo dia.

Catarina Nunes, 6ºG

«Passeio e recordação»

Esta história que vos vou narrar hoje passou-se num dia de inverno. Um dia diferente…Estava muito frio e um vento melancólico rodopiava na casinha amarela onde tudo aconteceu. A casa do meu avô.

Neste dia acordei muito cedo, ainda os galos não se dignavam a cantar a melodia que indica que as horas de sono leve acabaram e que chegou a hora de fugir daquele mundo só nosso que, em sonhos, conhecemos tão bem.

Dirigi-me apressadamente ao quintal. Lá posso pensar, sentir e ouvir a Natureza. Acabei por adormecer de novo. Acordei apenas quando um pêlo macio roçou na minha face. Era a minha égua favorita, a Alteza:

-Olá! – cumprimentei-a como se ela pudesse realmente entender as palavras mágicas criadas pelos humanos. Ela parecia desejar ardentemente algo que estava talvez distante, talvez mesmo ali ao nosso lado. Aí percebi!

-Ahh! Queres ir passear? É isso? – Alteza assentiu. Eu senti-me atormentada, pois aquela seria a primeira vez que montava sem a companhia reconfortante do meu avô.

Tempos depois lá estávamos nós nos campos verdejantes a saborear a brisa que dançava nos sons produzidos pela querida Alteza.

Ainda não tinha interiorizado que estava a ter aquela aventura linda. Nós galopávamos, felizes…

Naquele momento fechei-os. Fechei os olhos e senti tudo o que me rodeava.

Mas esta história, durante um tempo, morreu no meu pensamento. Depois de a Alteza falecer, eu já não tinha vontade de me lembrar do nosso tempo juntas. Mas agora sei que as lembranças são o que mantém os que nos são queridos dentro de nós.

Carolina Pereira, 5ºA

Há coisas assim….

No dia 11, António Torrado deixou-nos! A doença venceu a vida que nos deixou com uma vasta obra literária. Mais de uma centena de livros, em particular para a infância.

O Mercador de coisa nenhuma, A chave do castelo azul e outras histórias, Teatro às três pancadas e O veado Florido são algumas das obras escritas por António Torrado, distinguido, entre outros, com o Grande Prémio Gulbenkian de Literatura para Crianças e Jovens.

Concurso «Eu sou muitas histórias»

Aluno/a do 2º ciclo, um concurso de escrita para ti!


«Cada um de nós é feito de muitas histórias maravilhosas ou terríveis que um dia nos aconteceram, coisas de ternura, de amizade, de surpresa, de espanto ou de medo.
José Fanha, in Era uma vez eu, p. 11


Inspirados nesta citação, gostaríamos que também tu nos contasses uma memória, uma história que te tenha acontecido. 
O teu texto não deve exceder as 300 palavras e deve ser entregue na Biblioteca, devidamente identificado (nome, ano e turma) até dia 31 de maio
Os melhores textos serão premiados e divulgados na Biblioteca e no site do Agrupamento / da BEJO


Participa!
A Equipa da Biblioteca

Podcast de aluno da Ressano assinala o Dia Mundial da Língua Portuguesa

O aluno Daksh Maugi de 8 anos, do 2ºC da Escola Básica Engº Ressano Garcia, participou na iniciativa «Eu Conto», promovida pelo PNL2027, com um podcast sobre a Lenda do Deus Ganesh, uma lenda da Índia.

Esta foi a atividade escolhida para assinalar o Dia Mundial da Língua Portuguesa, comemorado a 5 de maio, e dirigida, entre outras instituições,  aos AE e Bibliotecas Escolares, desafiando os falantes dos países de língua oficial portuguesa e de Goa, Damão e Diu residentes em Portugal a criarem podcasts de narração oral (lendas e contos tradicionais), a publicar no portal e nas redes sociais do PNL2027. 


O desafio foi aceite pela biblioteca escolar Ressano Garcia  e o resultado ouve-se aqui

Indie Júnior na BEJO

I IndieJúnior está de volta e decorre nas escolas de 29 de abril a 14 de maio. A Biblioteca da Escola Josefa de Óbidos recebe a 18ª edição, projetando curtas-metragens destinadas a crianças e jovens (pré-escolar, 1º ciclo, 2º ciclo e 3º ciclo).

Os filmes estão organizados por ciclos de escolaridade e pertencem às categorias de animação, documentário e ficção.

Este ano estamos muito orgulhosos! Para fazer a seleção de filmes destinados a alunos do 2º ciclo, foi feito um convite ao 6ºF da Escola Josefa de Óbidos. Estes alunos, com a ajuda da Diretora de Turma e da Professora bibliotecária procederam, durante o confinamento, ao pré-visionamento do leque de filmes disponível, tendo escolhido aqueles de que mais gostaram e feito o alinhamento dos mesmos. Prepararam ainda um pequeno filme de apresentação, que está agora incluído nas sessões!

Mais informações sobre a programação aqui.

25 de abril: exposição dos alunos da EB Rainha Sta. Isabel

A Associação José Afonso tem patente uma exposição de fantásticos trabalhos de alunos da Escola Básica Rainha Santa Isabel. A não perder!

Deixamo-vos as palavras de Sophia de Mello Breyner:

«Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo»

Viva a Liberdade!

Comemorámos o Dia Mundial do Livro!

As Bibliotecas celebraram a 23 de abril o Dia Mundial do Livro com trabalhos de todas as escolas do Agrupamento e com a entrega de um livro a cada aluno dos 1º e 2º ciclos, oferta da Câmara Municipal de Lisboa. O evento decorreu na biblioteca da Escola Josefa de Óbidos.

«Os livros são asas para explorar, conhecer e aprender o mundo!» – Este foi o mote para falar a importância do livro e da leitura. Os alunos apresentaram canções, imaginaram o que seriam se fossem um livro, foram críticos literários e autores, divulgando obras escritas e ilustradas por si. Foi uma festa que nos deixou orgulhosos. Parabéns aos nossos queridos alunos e aos professores e encarregados de educação que os ajudaram!

Os livros oferecidos pela CML foram: 1º ano: O rapaz do nariz comprido, de Luísa Ducla Soares; 2º ano: A sopa da pedra e Um ladrão de baixo da cama, versão de contos tradicionais por Alice Vieira; 3º ano: O livro das rimas traquinas, de José Jorge Letria; 4º ano: Esdrúxulas, graves e agudas, magrinhas e barrigudas, de José Fanha; 5º ano: Era uma vez eu, de José Fanha; e 6º ano: A árvore, de Sophia de Mello Breyner Andresen.